terça-feira, 21 de abril de 2009

O Ensino Superior e o lugar da metodologia da pesquisa


Para alcançar os objetivos das diretrizes do PNE, a LDB contempla a diversidade quanto à forma de organização administrativa em forma de fractais. Nesta estrutura complexa, o modelo do ensino superior brasileiro atual é pautado no Decreto n. 2.306/1997, que regulamenta a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, descrevendo a organização acadêmica constituída por universidades, universidades especializadas, centros universitários, centros universitários especializados, faculdades integradas, faculdades, institutos superiores ou escolas superiores e centros de educação tecnológica. Todas essas instituições podem ser estruturadas na categoria administrativa pública ou privada.
Em todos os cursos de graduação tem uma disciplina que trata da Metodologia ou os seus conteúdos diluídos em outras disciplinas como processo do ensino (organização de ventos, apresentação de seminários, elaboração textual), da pesquisa (planejamento, desenvolvimento e apresentação) e da extensão (participação em eventos acadêmico-científicos).
É licito apontar que a Metodologia enquanto disciplina ministrada em um ou dois períodos ou diluída em outras disciplinas que tratam de cada etapa da pesquisa, é imprescindível para a formação holística do graduando. Isto porque, ela é a disciplina que inicia o graduando na ciência e mais vivencia a ética e possibilita pensar o sentido de cidadania.
Em relação a ética, ou seja, “(...) os atos conscientes e voluntários dos indivíduos que afetam outros indivíduos, determinados grupos sociais ou a sociedade em seu conjunto (...).”(SANCHES, 1995). Trata-se de modus operandis frente o conhecimento, as pessoas e a si mesmo. Ela é adquirida ou conquistada pelo homem. Portanto, a ética diz dos princípios que motivam, distorcem, disciplinam ou orientam o comportamento humano.
A disciplina Metodologia por meio de seu conteúdo prima para o respeito a autoria, como atitude e comportamento essencial na produção do conhecimento.
A cidadania como condição humana, também é foco da Metodologia que propicia instrumentos racionais, sistemáticos e técnicos para que o homem se torne efetivamente um membro de um Estado que se ache no gozo de direitos que lhe permitem participar da vida política (HOUAISS, 2006).
Em síntese, a Metodologia foi delineada para que se possa situar o graduando na ciência que é o elo de ligação entre a ignorância e novas interrogações, onde na trajetória encontra respostas, minimiza problemas, erradica alguns em outros campos mais “estáveis” que não o das ciências humanas e sociais e se faz interrogar sempre, mas não silenciar.
Como os professores ministram suas aulas? Como os alunos a significam? Comente lembrando-se da ética, ok?

5 comentários:

  1. Estudar na UNIGRANRIO é para mim algo muito mais que prazeroso.É referencial de formação profissional, de vivência de muitos anos. Estou nessa Universidade antes mesmo de que ela fosse “Universidade”. Vim da UFRJ (que na época Letras era na Av. Chile, centro do Rio), onde precisava ter horário integral para estudar, mas eu precisava trabalhar e, por isso, não podia cursar todas as disciplinas. Casei, logo após engravidei do meu 1º filho (1980) e foi ficando cada mais complicado conciliar estudos, o trabalho na função de professora do antigo primário, gravidez, vida de dona de casa e esposa. Tranquei a faculdade durante dois anos. Transferi para a AFE no 4º período de Letras, à noite. Concluí Letras em 1985 (grávida do meu 2º filho – hoje universitário no 8º período de Engenharia de Produção, no CEFET) e fiz a complementação em Pedagogia logo em seguida. Depois, continuei trabalhando, fazendo cursos, mas dediquei-me mais à criação de meus três filhos (ganhei a menina em 1990, que hoje é aluna de Fisioterapia, na UNIGRANRIO). Retornei à UNIGRANRIO em 2004, quando os filhos já estavam crescidos, para fazer a pós-graduação em Língua Portuguesa. E hoje tenho a grata satisfação de estar no Mestrado de Letras e Ciências Humanas (já avó de uma neta, filha de meu filho mais velho, casado e Fisioterapeuta), onde posso reafirmar a minha crença de que ensinar é um dom, um bem, um prazer. Assim demonstram em suas aulas meus professores deste Mestrado.
    Nossas aulas são encontros gratificantes que atestam que a fase difícil da pesquisa pode ser preenchida por boas gargalhadas que suavizam os momentos de exaustão. São muitas leituras, pesquisas, apresentações de trabalhos, escritas e reescritas de anteprojetos, projetos, artigos, portfólios, ensaios, resumos, resenhas, inscrições para apresentações de trabalhos, publicações, corrida com o tempo, que passa rápido demais...
    Os nossos Professores são exemplos de competência e ética profissional. Pelo respeito, paciência e disponibilidade com os quais nos encaminham durante todo o processo de elaboração dos passos de nossas dissertações. Ensinam-nos, com sua generosidade, que é necessário, muitas vezes, repensar e escolher novos caminhos na pesquisa. Pensar bem sobre o que nos angustia. Qual é o nosso problema? Qual é a nossa pergunta? O que pretendemos com o nosso trabalho? Nossos professores nos interrogam sempre quanto a isso e é importante que isso seja feito.
    Li um texto que considero interessante para essa nossa reflexão:
    “De onde surge a pergunta? De alguém. Da experiência do ser de alguém - é do ser cotidiano de alguém que surge a pergunta.(...) E de onde eu a tiro? De mim, de minha história, mas não enquanto história, e sim de meu presente como resultado de minha história. Bem, mas como ela explica o mundo? É que o mundo se explica, é ele que configura a explicação científica, porque tudo isto, na medida em que tem a ver com a experiência, tem a ver com o suceder do viver, com a práxis e o viver na linguagem. De modo que não é estranho que as explicações científicas expliquem o mundo, porque o mundo que explicam é o mundo da experiência, o mundo dos afazeres, da práxis na qual nos movemos – e isso nos acontece, e por isso é que o problema é tão interessante.”
    Humberto Maturana (2001, p. 59).
    O nome do livro é Cognição, Ciência e Vida Cotidiana. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2001.

    Partimos, então, da hipótese de que a reflexão sobre a importância de nosso trabalho e a contribuição dele para novas pesquisas, para estudos, para tomada de decisões é uma manifestação do processo de construir sentidos sobre a relevância do que pretendemos com a pesquisa. A todo o momento, nossos professores nos questionam. E isso significa para nós o quanto eles se importam com o que estamos escrevendo. Eles dão importância e isso é fundamental para nós, mestrandos em Letras e Ciências Humanas e que desejamos que logo possa haver o Doutorado para nossa área na UNIGRANRIO!

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  2. A importancia da metodologia da pesquisa na graduação, se baseia no fato de poder ampliar as principais regras da produção cientifica, facilitando a compreensão e auxiliando suas produções. Isso faz com que o aluno adquire condições de modificar seu processo ensino-aprendizagem, estimulando sua autonomia.
    Como professor, ajuda no fato de não ser somente um educador, e sim um constante pesquisador.
    Uma das maiores realizações de um professor, é despertar no aluno o desejo de aprednder mais.
    " O PROFESSOR DEVE SER UM ESTUDANTE CONTINUO".
    Robson Cardilo Alves
    Mestrando em Ensino das Ciencias ( UNIGRANRIO)

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  3. Obrigada Thera e Robson,
    A ciência vem entrelaçada à vida, ao sentido e ao vivenciado. Daí ser um continuum, pois aonde se encerra uma etapa pode-se iniciar outra. De outro modo, ao terminar uma pesquisa podemos propiciar uma abertura para outro estudo.

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  4. A pesquisa é prática social.Deveria ser grande a dimensão da pesquisa na vida universitária.O pesquisador crítico-reflexivo contribui para a socialização dos saberes científicos e possibilita que conhecimentos sejam aprofundados. É necessário repensar a pesquisa na formação acadêmica objetivando um contexto com base na realidade, com suporte teórico que não deixe fragmentações. A formação profissional é um processo e a pesquisa é estímulo de busca, de revisão, de solidificar o aprender e de contextualizar o conhecimento.

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  5. De tudo que li no texto pude entender que a metodologia é importante não só nos três aspectos apresentados que são ensino, pesquisa e extensão mas sim na vida como um todo, pois nas diversas atividades que exercemos no nosso dia a dia se não houver planejamento seguido de um correto desenvolvimento, certamente as ações realizadas para a consecução de qualquer objetivo não serão bem sucedidas.desa maneira em minha opinião este texto tem um alcance que extrapola os limites da sala de aula.

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